Donald no desenho Ducktales), também freqüentava os “luais” no intervalo das aulas, mas flertava copiosamente com estilos musicais mais rústicos (punk, hardcore e derivados), algo supostamente heterogêneo, mas que no futuro ajudaria a formar a identidade da banda.
Os anos foram se passando e para alguns a inocência adolescente de mudar o mundo, por ironia do destino, acaba se transformando em responsabilidade, contas a pagar e carreiras a seguir. Nesse tempo, as apresentações foram poucas em um festival aqui, outro ali, e por médios intervalos de tempo, a banda se limitava a composições e mais composições de Johnny.
Em meados de 2004, a formação contava com Johnny (vocal/guitarra), Edu (bateria – esse que Johnny conhecera em outro projeto que tiveram juntos chamado Clãdestino), Lair (vocal/violão) e Barba (baixo). Ainda outros projetos de cunho pessoal e particular deixavam a banda num estado inercial, algo que se prolongaria até 2006.
A banda ClãDestino, formada em meados de 1997, teve sua principal formação com Ari (vocal), Jon (guitarra), Seco (guitarra), Edu (batera) e Sílvio (baixo). O som era uma mescla de Hip-hop com Rock – na mesma linha que o Planet Hemp ia em seu primeiro CD – e eles chegaram a tocar em diversos lugares da cena paulistana. A banda teve seu fim decretado com a morte de Ari (vocal) em um trágico acidente de carro que levou ainda outras duas vidas. Contudo, apesar dessa tragédia, a amizade, hoje com mais de 12 anos, entre Jon e Edu permaneceu e se solidificou ao longo dos anos.
Talvez por um lapso, ou um daqueles estalos momentâneos que as pessoas têm e mudam o mundo, em abril de 2007, Barba envia um email aos integrantes do Lift, inspirado pela criatividade e qualidade das composições próprias da banda, sugerindo uma volta e utilizando o famoso (argh!) “não deixemos a peteca cair!”.
Edu e Johnny toparam e o Lift estava ressurgindo, mas havia ainda uma baixa; Lair já estava ocupado com seus inúmeros projetos pessoais e teríamos de angariar um novo integrante, que teria como único pré-requisito: pensar como nós, ter a mesma sintonia que temos um com o outro - algo que só quem tem ou teve banda entende – e ser o famoso cara “gente fina”. Foi difícil… Poucos que compareceram e então pensamos, refletimos, fervemos a cabeça… e chegamos à conclusão que um trio seria a melhor e mais cabível solução. Maravilhosamente essa idéia se estende até hoje (claro, já pensamos em ter um quarto integrante, mas isso está descartado até o momento).
E, sem dúvida, uma das ações mais árduas que existe para alguém que tem uma banda, é rotulá-la quando ela não segue um estilo próprio ou um script. Não fazemos parte de nenhum movimento e muito menos desgostamos de nenhum (temos gostos distintos e alguns em comum, mas isso é idéia para outro post!). Nossas influências latentes são rock inglês e bandas que soam como inglesas. Não parece difícil, remete a Placebo, Radiohead, Muse, Strokes, Stereophonics, Verve, Dinosaur Jr. e mais uma enormidade delas. Não podemos esquecer também da influência de outras bandas que não cabem nessa “divisão”: The Who, Pixies, Sonic Youth, Portishead e por aí afora, a lista, sem sombra de dúvidas, é enorme.
Nosso intuito é trazer uma satisfação mútua, pois sabemos que se algo nos agrada e nossos sentimentos podem ser apresentados em músicas, outras pessoas podem sentir a mesma sintonia que sentimos!
O convite está feito… o risco é todo seu!



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